quarta-feira, maio 24, 2006
Alma Gêmea
100% dos sonhos humanos estão de certa forma ligados à felicidade, mesmo que seja a infelicidade de alguém, no caso do sádico ou a felicidade de outrem, como o pai que vê no filho a possibilidade da realização de seus não realizados feitos.Grande parte das pessoas, e não apenas mulheres como se pensa, passa uma parte da vida (ou até mesmo toda) buscando a felicidade em outro ser humano. Um complemento, alguém para se compartilhar aspirações, ter e criar filhos, rachar as despesas e dividir a cama. O que muitos chamam de alma gêmea.
Mas e agora, antes de descobrir quem, o que seria uma alma gêmea?
Para ser sincero, nunca fui de pensar nisso. Apesar de sempre ter tido meus amores, alguns platônicos, outros de verão, nunca estive em busca de um grande amor para me tornar feliz o resto da vida. Mas eu não poderia ser minha própria alma gêmea. Seria muito egoísmo de um corpo possuir duas almas.
Então, acreditando que realmente ela existe, deve ser uma alma extremamente parecida, praticamente idêntica com a minha. Uma alma dotada de uma afinidade imensa capaz de sonhar um mesmo sonho numa mesma noite e disposta a compartilhar um sentimento que de tão grande e verdadeiro nenhuma das partes consiga entender, medir e muito menos explicar. Pra resumir, almas gêmeas não existem por um momento, elas são. Mesmo que se encontrem apenas uma vez numa vida podem já ter vivido várias.
Bom, se tu ainda não encontraste a tua, continue procurando. Eu já encontrei a minha. Ou melhor, descobri, pois ela sempre esteve comigo, nos melhores e piores momentos, compartilhando tudo o que eu sinto, sei lá eu há quantas vidas.
Ah! Quem disse que almas gêmeas têm que ser marido e mulher, namorado e namorada? Elas podem estar muito mais próximas que se imagina. A foto diz tudo.
terça-feira, maio 23, 2006
Ansiedade
Parece que todos meus milhões de células entraram em rebelião (contra mim), será que não as estou tratando bem?Meu sangue dá a impressão que borbulha, meu coração percebo que retorce, hora encolhendo, hora explodindo.
Meu pensamento, livre pelo mundo, se debate dentro da minha cabeça, como se quisesse sair. Voa, sobe, cai, gira e rodopia tentando de qualquer forma fugir pelos ouvidos e ganhar o espaço.
Meus olhos estão grudados nesta tela, atrás das lentes dos óculos e meus dedos escravizados pela minha mente não podem deixar o teclado.
A obrigação de voltar ao trabalho e cumprir os prazos do projeto é o que controla esta rebelião pessoal e assim sigo em frente com minha vida. Mas, o que seria se me juntasse a ela e me rebelasse também? Definitivamente, a dúvida é o calvário da ansiedade.
quinta-feira, maio 18, 2006
Resiliência, bem diferente de comodismo.
Há situações extremas onde somos levados ao limite. Seja um stress físico, mental ou social, coletivo.
Neste último temos vários exemplos recentes espalhados pelo mundo. Os mais famosos: os atentados aos EUA, em 2001; em Madri, em 2004 e Londres, em 2005, realizados pela Al Qaeda. Sem falar nas graves crises que se espalham pela África onde pessoas são constantemente dizimadas em países paupérrimos e alastrados por doenças e pestes que só perdem em força para a ganância humana.
No Brasil tivemos um caso recente, ou melhor, estamos tendo um. São Paulo, o centro financeiro e econômico (e muitas vezes político) do país está sendo atacada por bandidos, ou melhor, por uma organização criminosa chamada PCC (Primeiro Comando da Capital).
Quando o primeiro avião chocou-se contra o World Trade Center a CNN estampou a manchete: “América under attack” deixando bem claro que era uma situação de guerra, ou seja, era necessário investir forças para se proteger e atacar. Civis, saíram às ruas para ajudar e depois cobraram do governo ações para retaliar e prevenir mais ataques.
Neste último temos vários exemplos recentes espalhados pelo mundo. Os mais famosos: os atentados aos EUA, em 2001; em Madri, em 2004 e Londres, em 2005, realizados pela Al Qaeda. Sem falar nas graves crises que se espalham pela África onde pessoas são constantemente dizimadas em países paupérrimos e alastrados por doenças e pestes que só perdem em força para a ganância humana.
No Brasil tivemos um caso recente, ou melhor, estamos tendo um. São Paulo, o centro financeiro e econômico (e muitas vezes político) do país está sendo atacada por bandidos, ou melhor, por uma organização criminosa chamada PCC (Primeiro Comando da Capital).
Quando o primeiro avião chocou-se contra o World Trade Center a CNN estampou a manchete: “América under attack” deixando bem claro que era uma situação de guerra, ou seja, era necessário investir forças para se proteger e atacar. Civis, saíram às ruas para ajudar e depois cobraram do governo ações para retaliar e prevenir mais ataques.
E no Brasil? O presidente convocou uma reunião para segunda feira (os primeiros ataques aconteceram na sexta), ninguém falou em invadir presídios, usar a força. Preferiram dizer que a culpa é de quem não investiu em educação e mais uma vez que os presos são uns “coitadinhos”. Os EUA só não mataram Bin Laden porque não o acharam. Aqui os Bin Ladens estão presos com regalias como aparelhos de TVs nas celas, visitas íntimas e celulares à vontade.
Também, o que esperar de um país onde nunca se roubou tanto, de forma tão escrachada e escancarada. Um bandido só pode pensar: “se eles podem, por que eu não?” Esta é a nova instituição: o crime legitimado pelos 3 poderes, repleto de comparsas que se abraçam e dançam pra comemorar as vitórias da impunidade do mensalão, as tramóias das ambulâncias. Pelo jeito Ali Babá e seus 40 labrões não estão sozinhos e estamos cada vez mais parecidos com uma Gotham City, corrompida na cúpula e nas ruas e, o que é pior, sem Batman.
Também, o que esperar de um país onde nunca se roubou tanto, de forma tão escrachada e escancarada. Um bandido só pode pensar: “se eles podem, por que eu não?” Esta é a nova instituição: o crime legitimado pelos 3 poderes, repleto de comparsas que se abraçam e dançam pra comemorar as vitórias da impunidade do mensalão, as tramóias das ambulâncias. Pelo jeito Ali Babá e seus 40 labrões não estão sozinhos e estamos cada vez mais parecidos com uma Gotham City, corrompida na cúpula e nas ruas e, o que é pior, sem Batman.
Essa é a grande diferença. Outros povos são resilientes, enfrentam as tragédias, mas exigem que seus direitos sejam cumpridos, que o Estado lhes dê a segurança mínima, para então voltarem à sua vida normal. Já no Brasil, preferimos assistir de longe, indignados sim, bastante, mas sem fazer nada, acomodados. Afinal, essa é a nossa cultura comodista, esperar do Governo. Queremos simplesmente assistir o que está acontecendo pelo JN, enquanto a novela não começa.
sexta-feira, maio 12, 2006
Palavra: resiliência
Outro dia aprendi uma palavra nova: resiliência.
O significado exato é a capacidade de resistência ao choque de um material ou a energia necessária por unidade de volume para deformar um corpo elástico até ao seu limite de elasticidade. Na vida cotidiana pode ter um significado muito maior. Resiliência é a capacidades do ser humano voltar ao normal depois de uma situação de stress ou desconforto.
É olhar para o céu à noite e admirar as estrelas, respirar a brisa que vem do mar e esquecer as angústias, frustrações e decepções do trabalho, do cotidiano. Parece difícil, imaginar a complexidade das coisas em dias turbulentos. Na verdade, todo ser humano tem problemas, todos passam por situações difíceis e o stress decorrente não é uma novidade. O homem das cavernas já sofria disto, aliás o stress é uma reação normal que ajudou a garantir a sobrevivência da espécie em tempos difíceis. A novidade é que a o homem moderno perdeu sua capacidade de ser resiliente, tornando sua vida menos prazerosa.
Aliás, resiliência não é a busca do prazer a qualquer preço, a qualquer hora, como remédio e alívio para a pressão. Não se pode superar as dificuldades do mundo, as guerras, injustiças, as epidemias e a violência crescente das cidades com doses cada vez maiores de sexo, drogas potentes e psy trance. Nada contra. Mas é uma felicidade momentânea e insustentável.
Melhor seria se as pessoas recobrassem sua resiliência. Seguir o exemplo dos ingleses e espanhóis que voltaram à sua vida normal depois de trágicos atentados. Sem fingir que nada aconteceu, mas ter a certeza que a melhor resposta a tais atos é mostrar que eles não abalaram suas vidas. Que não será o medo que os entocará em suas casas. Pelo contrário, mostrar a cara, com um belo e caloroso sorriso estampado é o melhor contra ataque.
Feliz é aquele que olha para o céu a noite e mesmo numa cidade como São Paulo, consegue se alegrar com as poucas estrelas que vencem a luz dos outdoors e arranha-céus. Feliz é aquele que ri das pequenas coisas, que vê a bronca do chefe ou o prazo apertado como a exceção à regra do dia-a-dia, pois tem coisa muito melhor esperando. Assim como há o fechamento de caixa também há lua cheia todo mês, e ela dura 7 dias.
O que é melhor? Eu não tenho dúvidas.
O significado exato é a capacidade de resistência ao choque de um material ou a energia necessária por unidade de volume para deformar um corpo elástico até ao seu limite de elasticidade. Na vida cotidiana pode ter um significado muito maior. Resiliência é a capacidades do ser humano voltar ao normal depois de uma situação de stress ou desconforto.
É olhar para o céu à noite e admirar as estrelas, respirar a brisa que vem do mar e esquecer as angústias, frustrações e decepções do trabalho, do cotidiano. Parece difícil, imaginar a complexidade das coisas em dias turbulentos. Na verdade, todo ser humano tem problemas, todos passam por situações difíceis e o stress decorrente não é uma novidade. O homem das cavernas já sofria disto, aliás o stress é uma reação normal que ajudou a garantir a sobrevivência da espécie em tempos difíceis. A novidade é que a o homem moderno perdeu sua capacidade de ser resiliente, tornando sua vida menos prazerosa.
Aliás, resiliência não é a busca do prazer a qualquer preço, a qualquer hora, como remédio e alívio para a pressão. Não se pode superar as dificuldades do mundo, as guerras, injustiças, as epidemias e a violência crescente das cidades com doses cada vez maiores de sexo, drogas potentes e psy trance. Nada contra. Mas é uma felicidade momentânea e insustentável.
Melhor seria se as pessoas recobrassem sua resiliência. Seguir o exemplo dos ingleses e espanhóis que voltaram à sua vida normal depois de trágicos atentados. Sem fingir que nada aconteceu, mas ter a certeza que a melhor resposta a tais atos é mostrar que eles não abalaram suas vidas. Que não será o medo que os entocará em suas casas. Pelo contrário, mostrar a cara, com um belo e caloroso sorriso estampado é o melhor contra ataque.
Feliz é aquele que olha para o céu a noite e mesmo numa cidade como São Paulo, consegue se alegrar com as poucas estrelas que vencem a luz dos outdoors e arranha-céus. Feliz é aquele que ri das pequenas coisas, que vê a bronca do chefe ou o prazo apertado como a exceção à regra do dia-a-dia, pois tem coisa muito melhor esperando. Assim como há o fechamento de caixa também há lua cheia todo mês, e ela dura 7 dias.
O que é melhor? Eu não tenho dúvidas.
