quarta-feira, junho 07, 2006

Bolhas de Ronaldo assustam a nação


Nestes dias nada mais preocupa o Brasil que o desempenho de sua Seleção de futebol na Copa da Alemanha. Todos os jornais, noticiários, sejam eles sérios ou não têm dedicado grande parte de sua programação ao tema – e a tendência é aumentar – dos treinos e táticas, do time a ser escalado ao dia a dia dos jogadores e da comissão técnica. Até aí tudo bem, visto que o futebol é o maior esporte do mundo e assim o que mais movimenta dinheiro e, os patrocinadores que pagam para que suas marcas sejam expostas querem retorno.
É isso mesmo companheiro da velha guarda, futebol é marketing, vendas, cifras e não arte.
Mas daí começam os exageros, tal como a preocupação excessiva com as bolhas nos pés do “Fenômeno” e uma preocupação sem tamanho porque o cidadão apareceu de chinelos. Ora, não esqueçam que ele cresceu na favela, andando quando muito de chinelos e depois, quem não adora uma boa havaiana? Será que ninguém tem mais nada a fazer, doque se preocupar como os juros americanos, a queda das bolsas no mundo, a pobreza, a ameaça às baleias? O que há de tão grave nas bolhas do Ronaldo? Motivo para parar uma nação?
Coincidências ou não, hoje é 6/6/06, uma data assombrosa para uns, comemorativa para outros, para o pessoal do Iron Maiden e seus milhões de fans pelo mundo, com certeza. Muitos associam esse número ao fim do mundo, apocalipse aliando os ataques de 11/09, julgamento de Saddam, problemas nucleares no Irã e, ameaça de 3ª. Guerra caso Bin Laden seja morto com as profecias de Nostradamus.
Bom, se o fim está próximo eu não sei. Mas acredito que haja um fim realmente. Falando sério. Não acredito no planeta Terra nos próximos 100, 200 anos. Até lá já teremos consumido tudo, as fontes de energia estarão escassas e se alguém sobreviver será graças aos mesmos instintos que vêm destruído a Terra: ganância, selvageria, falta de respeito e coletividade.
Enquanto tudo isso acontece, enquanto o mundo caminha para becos sem saída, enquanto políticos não se entendem, ou melhor, só se entendem por debaixo dos panos, buscamos subterfúgios em qualquer coisa (futebol, novelas) e os acordões em todos os níveis do poder continuam a dar o ritmo ao camihar da humanidade. O que antes era papel da Igreja é hoje da televisão, a paixão e o fanatismo permanecem, só trocaram de camisas.
Num ano de eleições fundamenais para o Brasil nada melhor que uma Copa do Mundo, com a seleção brasileira favoritíssima, com todas as luzes acessas sobre a camisa amarela. Um ótimo cenário para se esquecer mensalão, CPIs, Superoferta de hábeas corpus do supremo e tantas outras coisas que nos separam de uma verdadeira nação. Lula aguarda ansioso o momento de receber os heróis do Hexa na rampa do planalto.
Aliás, temos sim algo a comemorar na Copa, mais que gols e títulos. É a única oportunidade em que somos uma nação, uma vedadeira nação, mesmo que a cada 4 anos.
Se o mundo acabará, num 6/6/06 ou quem qualquer outra data, sinceramente, não estou preocupado, mas que se caminha para um cenário bem diferente isso sim. Mas só depois da ressaca da copa.

Comments:
Ai...sinceramente...vc tem razão. Há coisas bem mais importantes que as bolhas que se formaram no pé do "craque" Ronaldo. Mas jogar pra baixo do tapetinho é bem mais interessante pelo visto, né??
 
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