sábado, julho 01, 2006

O BRASIL DE PARREIRA E LULA

Frankfurt, 1 de julho de 2006. A seleção simplesmente não joga contra a França. Do banco, o treinador, Calos Alberto Parreira, assiste imóvel ao time adversário jogar com inquestionável superioridade e domínio e não faz nada para mudar. Após o intervalo nenhuma mudança, como se cada jóia de sua coroa fosse insubstituível. Mesmo após o gol da França, logo no início do segundo tempo, Parreira permanece com os olhos tapados, voltados para dentro do seu ego e acompanhando o relógio.
Burocrático, Parreira fez as substituições faltando menos de 20 minutos para o fim. Pragmático, Parreira pensou que por ter dado certo antes daria certo agora. Displicente, Parreira disse que não estava preparado para deixar a Copa, dando a entender que tudo isso era o suficiente. Culpado ou incompetente? Parreira não viu o Brasil perder
No dia que o Brasil se despediu da Copa da Alemanha se repetiu nos gramados uma situação comum no Brasil. O Presidente da República, líder máximo da nação não vê as maracutaias, deslizes e atentados à nação que seus comandados mais próximos cometem. Companheiros seus envolvidos nos mais sujos escândalos, enquanto faz de conta que não é nada, chegando até mesmo defender seus piores jogadores em campo, seus grandes amigos Palocci, Dirceu, Gushiken. Assim como Parreira passou a mão na cabeça de Cafu, Roberto Carlos.
Papéis invertidos. A seleção de craques milionários e do futebol mais bonito do planeta fica atrás de outras menos expressivas e menos cotadas da mesma forma que o maior país da América Latina, dono das maiores riquezas e potencial fica atrás do Chile, do México e da Argentina em crescimento econômico.
Valores invertidos. No Brasil, dá-se um valor excessivo ao futebol e à seleção ao ponto dela virar símbolo da pátria. Todo mundo se diz entendido, todo mundo conhece os jogadores, sabe as estratégias para ganhar o jogo e tem uma alternativa à do técnico. Por que então não ter esse mesmo papel e atitude perante os jogadores da política? Por que não cobrar o que realmente interessa à nação e traz resultados para o povo? Por que não ser um país sempre ao invés de ser a cada quatro anos?
Parreira perde um título no currículum e se protegerá das críticas com sua arrogância e prepotência. Lula ficou sem a chance de receber os hexacampeões se promover no ano da reeleição mas continuará colocando lacinho em cocô para mostrar que seu governo é antônimo de desastre.
Parreira e Lula têm muito em comum, não vêem a realidade e recheiam seu discurso com o que não existe. Infelizmente, o povo cobra o primeiro e acredita no segundo. E o Brasil continua perdendo muito mais que uma copa do mundo.

Comments:
Adorei este post...vc simplesmente falou tudo...O "país do futebol" tem muito que aprender ainda...Não sabemos distinguir prioridades, cobramos de um técnico de futebol e não cobramos do Presidente da República...
Quem sabe um dia a coisa muda,né?
 
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